A criação de calçados foi concebida a partir da experiência da própria Gwendolyn, que teve que passar por um período hospitalizada e com isso mudou o seu olhar.
Desenvolveu esses calçados incríveis, muito criativos. Têm um quê de mórbidos, mas ainda sim muito sexy!

Os sapatos e botas foram feitos com materiais hospitalares: gesso, ataduras, band-aids e outros tão presentes e usados em tratamentos que geralmente não são tão agradáveis, não é mesmo?
Li por aí que a designer quis com isso atingir um certo tabu, que é esse outro lado da sociedade que ninguém quer pensar: as doenças, deformidades do corpo humano, imperfeições.
Ela concebeu um produto lindo a partir de materiais que estão relacionado a dor e sofrimento.
Ainda, vejo que as peças sugerem um tipo de conceito que pode crescer mais entre os designers em parceria com médicos, hospitais, etc: a idéia de minimizar traumas e sofrimentos desses tipos de tratamento, através da utilização de produtos que não tenham tanta cara de hospital.
A rede Sarah, em Brasília, já é um exemplo que há anos desenvolve maravilhas no mundo da reabilitação. No próprio hospital existe uma equipe de designers e engenheiros sempre criando a favor dos que necessitam.
Mas voltado ao assunto dos sapatos... criatividade é tudo!
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